Para quem quer entender por dentro
Esta parte não está no vídeo. É para quando a dúvida é de engenharia,
não de onde clicar.
Como a conversão é calculada?
Em cadeia: a coordenada de origem vira geográfica no datum de origem, passa pela grade de
mudança de datum, vira geográfica no datum de destino e, por fim, é projetada no sistema de
destino.
A projeção é a Transversa de Mercator, pelas fórmulas em série de Snyder, direta e inversa,
com o elipsoide do datum e o meridiano central, o fator de escala e a falsa origem de cada
sistema:
| UTM | K0 0,9996 · E0 500.000 m · N0 10.000.000 m |
| LTM | K0 0,9999 · E0 200.000 m · N0 5.000.000 m |
| RTM | K0 0,99995 · E0 400.000 m · N0 5.000.000 m |
Os N0 são os do hemisfério Sul; no Norte, N0 = 0. Na conversão do desenho esses três são
fixos; na tabela de coordenadas, dá para editar.
Os elipsoides: SIRGAS2000 e WGS84 com a = 6.378.137 m e achatamento 1/298,257223563; SAD-69
com a = 6.378.160 m e 1/298,25; Córrego Alegre com a = 6.378.388 m e 1/297.
Qual grade é usada na mudança de datum?
As grades NTv2 oficiais do IBGE, com interpolação bilinear:
| SAD-69 | Grade do SAD 69 original |
| Córrego Alegre | Grade do Córrego Alegre 1970/72 |
| WGS84 e SIRGAS2000 | Tratados como iguais, sem deslocamento |
Com o mesmo datum na origem e no destino, nenhuma grade é usada: muda só o tipo de
coordenada, o fuso ou o meridiano. No sentido de SIRGAS2000 para um datum antigo, o cálculo é
iterativo, com até 6 iterações.
O que exatamente muda no desenho?
| Com Manter original | Cada objeto vira um par: a cópia de origem em vermelho e a convertida em verde |
| Blocos de comparação | Um por lado, com o nome do sistema seguido da data e da hora, inseridos na origem do espaço do modelo |
| Rótulo de cada lado | Texto com o sistema, altura 3, a 20 unidades do objeto, numa camada com o nome do sistema |
| Sem Manter original | Os objetos são alterados no lugar |
As cópias mantêm a camada original de cada objeto, e o objeto de origem é substituído pelo
par. Em polilinha, o rótulo parte do meio do lado mais longo.
A conversão não muda o sistema de coordenadas gravado no desenho. Se o desenho inteiro passou
para o novo sistema, atualize em Sistema de Coordenadas do Desenho.
Como ficam blocos, arcos e a Translação rígida?
Blocos: só o ponto de inserção é convertido; rotação e escala não mudam. Arcos de
polilinha: os vértices são convertidos e a curvatura é mantida. Cotas: o Z de
linhas, vértices, pontos e blocos é mantido, e o ponto COGO só muda E e N.
Translação rígida (Δ único pra tudo, inclui COGO points) é outra forma de trabalhar: o
deslocamento é calculado uma vez, no centro do retângulo que envolve a seleção, e aplicado
igual a todos os objetos selecionados. Marcada, ela habilita o campo Δ cota (m) — o
único lugar em que a elevação muda — e desabilita as outras duas opções. No fim, a mensagem
informa ΔE, ΔN e ΔZ.
Por ser um deslocamento único, ela não reproduz a variação ponto a ponto da conversão.
O que a tabela de coordenadas aceita ler e escrever?
Para trazer os pontos: Colar (Ctrl+V), Importar arquivo… (.txt, .csv, .prn ou
.dat) ou Pegar do desenho (pontos COGO, pontos, blocos, linhas e polilinhas). Em
Lat/Long, escolha como a latitude e a longitude são escritas: graus decimais, GMS ou
grau e minuto.
O resultado sai com 3 casas nos metros, 8 nos graus decimais e 4 no segundo do GMS. Dá para
Copiar e colar no Excel, Exportar CSV… — com ponto e vírgula separando as
colunas quando o decimal é vírgula — ou Inserir no desenho, que cria pontos COGO no
sistema de destino, com o nome do ponto na descrição.