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Exportar e importar KML

O cliente pediu o perímetro no Google Earth? Exporte direto do desenho, sem conversão na mão, e traga KML ou KMZ de volta para o Civil 3D já georreferenciado.

Comando: GEOKMLEXP Importar: GEOKMLIMK Grupo: KML / Imagem Vídeo: 35 s

Veja em vídeo

Prefere ler? O passo a passo está logo abaixo — clique nos comandos de cada tela.

Antes de começar

Não precisa de internet. Confira só o desenho e o programa que vai abrir o arquivo:

  • O desenho em coordenadas UTM, em metros. A conversão para latitude e longitude parte da coordenada do desenho como ela está, sem fator de unidade.
  • O fuso e o hemisfério certos. São eles que convertem UTM em latitude e longitude. Desenho em SAD69 precisa ser convertido antes: a conversão usa sempre o elipsoide WGS84.
  • O Google Earth instalado, para o arquivo abrir direto no fim da exportação.
O fuso é o que põe o perímetro no lugar certo. Na exportação, o sistema de referência que você confirma fica gravado no desenho. Na importação, tudo entra no fuso gravado no desenho. Confira o fuso e o hemisfério antes de começar.

Passo a passo

1 Clique nos pontos laranja de cada tela — ou nos nomes embaixo dela — para ver o que cada comando faz, quando usar e qual escolher.

Telas reais do GeoMappa Studio com um imóvel de exemplo: o Sítio Recanto dos Ipês, em Vale Verde/SP. Nomes, códigos, documentos e arquivos são fictícios.

  1. 1O que vai no arquivo
  2. 2O que exportar
  3. 3Sistema e opções
  4. 4Salvar e abrir
  5. 5O arquivo por dentro
  6. 6O caminho de volta
  7. 7O que entrou
  8. 8No desenho
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O que do desenho vira arquivo

O KML leva geometria: polilinha, linha e ponto. O resto do desenho — texto, quadro de dados, bloco, COGO Point — fica onde está. Vale olhar o desenho antes de exportar e saber o que vai chegar do outro lado.

Abra em KML / Imagem › Exportar KML / KMZ, no painel do GeoMappa, ou digitando GEOKMLEXP na linha de comando.

Desenho do Civil 3D com o perímetro do Sítio Recanto dos Ipês em vermelho, o carreador até a sede, três marcos, o quadro de dados e o bloco da sede
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    Escolher o que exportar

    A primeira janela pergunta de onde vem a geometria: o desenho inteiro ou só o que você apontar.

    Janela Exportar KML/KMZ com as opções Tudo e Selecionar, e Tudo marcada
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      Conferir o sistema e escolher como sai

      A janela Exportar KML / KMZ já abre com o sistema de coordenadas do desenho. Em cima, o que converte as coordenadas; embaixo, o que entra no arquivo e em que formato.

      O sistema confirmado aqui passa a ser o sistema gravado no desenho. Confira o hemisfério e o fuso antes de clicar em Exportar.

      Janela Exportar KML / KMZ com o cartão Sistema de referência preenchido com SIRGAS2000, Sul e Fuso 23, e o cartão Opções de exportação
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        Salvar e abrir na hora

        Escolhido o nome e a pasta, ele grava o arquivo e conta o que saiu. A última pergunta é se você quer ver o resultado agora.

        Aviso: Exportação KML concluída, 5 entidades exportadas, o caminho do arquivo e a pergunta se quer abrir no Google Earth agora
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          O arquivo por dentro — e como ele aparece lá fora

          O KML é um arquivo de texto: dá para abrir no Bloco de Notas e conferir o que foi escrito, linha por linha. É este o arquivo da nossa exportação, com o contorno, o carreador, os três marcos e a câmera inicial.

          Sobre a imagem da região, ele aparece como o polígono vermelho com o miolo preenchido — é a lupa do primeiro comando.

          O arquivo Recanto dos Ipes.kml aberto no Bloco de Notas, com o nome do documento, os estilos, o polígono, as coordenadas, a linha, os pontos e o bloco LookAt
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            O caminho de volta: trazer um KML para o desenho

            O cliente mandou o croqui da reserva legal e da APP em KML. Em KML / Imagem › Importar KML / KMZ, o GeoMappa pergunta o sistema de coordenadas uma vez — só quando o desenho ainda não tem um. Depois é escolher o arquivo.

            Também abre digitando GEOKMLIMK na linha de comando. Se o desenho já tem sistema, esta janela não aparece: a linha de comando só mostra o fuso em uso.

            Janela Importar KML / KMZ com o cartão Sistema de referência: Coord UTM, Elipsóide SIRGAS2000, Hemisfério Sul e Fuso 23
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              O aviso do que entrou

              No fim da importação, o aviso conta o que foi criado e — o que mais importa — em que camadas. É por aí que você liga e desliga cada parte do que chegou.

              Aviso: Importação KML concluída, 1 ponto, 2 polígonos e 5 textos nos layers GEO_KML_RESERVA_LEGAL, GEO_KML_TEXTO, GEO_KML_DADOS, GEO_KML_APP e GEO_KML
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                O croqui dentro do desenho

                A vista enquadra o que entrou, no meio do seu levantamento e no seu fuso: os dois polígonos com a cor que o arquivo trazia, o ponto e os rótulos. Daqui em diante é polilinha do AutoCAD como qualquer outra — dá para medir, copiar e recortar.

                O contorno vermelho do imóvel, que já estava no desenho, sai pelas bordas: a vista fica no tamanho do croqui, não do imóvel.

                Desenho do Civil 3D com a reserva legal em verde, a APP em azul, o ponto de captação em amarelo e os rótulos, com o resumo na linha de comando

                  Para quem quer entender por dentro

                  Esta parte não está no vídeo. É para quando a dúvida é de engenharia, não de onde clicar.

                  O KML sai em SIRGAS 2000?

                  Sai em latitude e longitude calculadas no elipsoide WGS84, tratado como equivalente ao SIRGAS 2000. A conversão entre UTM e coordenadas geográficas é pela projeção Transversa de Mercator (K0 = 0,9996, falso norte de 10.000.000 m no hemisfério Sul), com até 10 casas decimais no arquivo.

                  Desenho em SAD69 precisa ser convertido antes de exportar: não há transformação de datum no caminho do KML.

                  O que vai para o arquivo — e o que fica de fora?
                  Polilinha fechadaPolígono vermelho, com preenchimento a 30% (ou só o contorno)
                  Polilinha aberta e linhaLinha vermelha, espessura 2
                  PontoÍcone vermelho

                  Ficam de fora: nomes, camadas e cores do desenho, textos, blocos, COGO Points, polilinhas 3D e arcos ou círculos soltos. Só polilinha, linha e ponto são lidos.

                  O documento leva o nome do arquivo, e a vista inicial no Google Earth fica centrada no conteúdo, a 400 m. O KMZ é o mesmo conteúdo, compactado — um doc.kml dentro de um pacote.

                  Divisa com arco e divisa fechada no snap saem certas?

                  Arco: cada trecho em arco da polilinha é dividido em 64 segmentos retos antes da conversão, para a área no Google Earth ficar fiel à do desenho.

                  Fechamento: a polilinha sai como área se estiver marcada como fechada ou se o último vértice coincidir com o primeiro. Divisa fechada com snap no primeiro ponto, sem “Fechar”, também sai como área.

                  E as cotas?

                  Na exportação: o polígono sai com altitude 0, acompanhando o terreno; a linha leva a cota, mas colada ao terreno; o ponto leva a cota. Nos arcos, os pontos criados herdam a cota do primeiro vértice.

                  Na importação: a altitude do KML entra no desenho. Ponto entra com Z; linha com cota variando vira polilinha 3D; com cota constante, vira polilinha com elevação.

                  O que a importação cria no desenho?

                  Tudo entra no espaço do modelo, no fuso gravado no desenho:

                  • Ponto vira ponto (DBPoint); linha vira polilinha; polígono vira polilinha fechada.
                  • Camada GEO_KML (verde), ou GEO_KML_ seguida do nome de cada pasta do arquivo. Nomes vão para GEO_KML_TEXTO; descrição e atributos, para GEO_KML_DADOS.
                  • A cor do estilo do KML vai para a entidade; preto e branco quase puros ficam PorCamada.
                  • Atributos de KMZ gerado no ArcGIS ou no QGIS vêm junto: em texto, na camada GEO_KML_DADOS, e gravados na própria entidade como Xdata “GEOKML”.
                  • Imagem de sobreposição de um KMZ é extraída para a pasta <nome do kmz>_imagens, ao lado do DWG, e inserida georreferenciada na camada GEO_KML_IMAGEM.

                  A altura dos rótulos acompanha o tamanho do que entrou — a diagonal do conteúdo dividida por 250 —, para o texto não sumir numa fazenda nem cobrir um lote.

                  Quantos elementos o arquivo pode ter?

                  A leitura entende Point, LineString, LinearRing, Polygon, MultiGeometry, trilha de GPS e modelo 3D (que vira ponto), além de pastas e documentos aninhados, estilos e a tabela de atributos que o ArcGIS e o QGIS escrevem na descrição. Num KMZ vale o doc.kml ou, se ele não existir, o primeiro .kml do pacote.

                  Se algo não sair como esperado

                  Saíram menos entidades do que o esperado, ou nenhuma

                  A seleção tinha COGO Points, polilinhas 3D, blocos ou textos, que não são exportados. Converta o que precisa ir para polilinha ou ponto e exporte de novo.

                  No Google Earth, o desenho aparece longe — em outro estado ou no mar

                  Fuso ou hemisfério errados na janela, desenho fora de metros ou desenho em SAD69. Confira o cartão Sistema de referência e o datum do desenho, e exporte de novo.

                  “Não foi possível abrir o arquivo:”

                  Não há programa associado a KML ou KMZ no computador. Instale o Google Earth, ou abra o arquivo exportado por dentro dele.

                  “O KMZ não tem nenhum arquivo .kml dentro — arquivo inválido ou corrompido.”

                  O KMZ está quebrado. Gere o arquivo de novo no programa de origem.

                  A importação não desenha nada, ou deixa a imagem de fora

                  Se a linha de comando mostra “Nenhuma coordenada encontrada no arquivo KML.”, ou se aparece o aviso de que uma sobreposição aponta para a internet e ficou de fora, o arquivo só tem um link de rede ou uma imagem remota. Exporte de novo na origem, com a geometria e a imagem embutidas no arquivo.

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